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22 de março: Dia Mundial da Água

Professor, o tema foi delimitado. Enfocou-se o desastre ambiental que atingiu o Rio Doce. Passados quatro meses da tragédia, o clima para este Dia da Água é de luto!

É fundamental que as aulas sejam complementadas com estudos inerentes à localidade onde o aluno vive. Pesquisar sobre a fonte que abastece a cidade, fazer um estudo de campo, registrando por meio de fotos ou depoimentos se há poluição…

Elaborei o material pensando em minhas turmas de 8º e 9º anos. Mas as ideias podem servir também para o 1º ano do Ensino Médio.

Certamente, temos de nos preparar e ficar cientes sobre o assunto. Eu pedi socorro à colega bióloga Cristina, que ajudou muito com a indicação de sites e disponibilizou materiais. Muito obrigada, Cris!

Então, vamos lá:

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1- Descobrindo

Mostrar aos alunos o texto abaixo:

Em 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o Dia Mundial da Água, publicando um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”.

Declaração Universal dos Direitos da Água

1- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

4- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

5- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

6- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

9- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

(Histoire de L´Eau, Georges Ifrah, Paris, 1992)

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2- Contextualizando

Apresentar à turma a música Planeta Água, de Guilherme Arantes.

A partir desta canção, podem-se relembrar inúmeros dados científicos: ciclo da água, estados da água, volume de água do Planeta, curso…

Seria ótimo se você fizesse uma parceria interdisciplinar, com os professores de Ciências, Artes, etc. Explorando oralmente a letra, podemos reforçar os saberes dos alunos.

Planeta Água
Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho
E deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d’água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho
E deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

Alguns exemplos de questões:

“Planeta Água”

– Por que a música recebeu este título?

“Águas escuras dos rios/Que levam a fertilidade ao sertão”

– Como é a distribuição da água em nosso país?

“Água que o sol evapora/ Pro céu vai embora/ Virar nuvens de algodão”

– Alguém pode explicar quais os estados da água?

“Onde Iara, a mãe d’água”

– Iara é um personagem do folclore nacional. O que já ouviram falar dela?

“Alegre arco-íris sobre a plantação”

– O arco-íris é um fenômeno óptico. Alguém sabe como ele acontece?

“São as mesmas águas que encharcam o chão/ E sempre voltam humildes/ Pro fundo da terra”

– Vocês sabem como funciona o ciclo da água?

“Águas que banham aldeias/E matam a sede da população”

– O corpo humano depende da água. Vocês podem citar que funções ela tem no organismo?

“Terra! Planeta Água”

– O que vocês sabem a respeito do volume de água no Planeta?

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ATIVIDADE: Propor aos alunos a confecção individual de cartazes com ilustrações e frases criativas sobre a importância da água, sua preservação e consumo consciente. Os textos poderão ser fixados na escola.

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3- Problematizando

Mostrar aos alunos imagens do desastre ambiental provocado pelo rompimento das barragens de rejeitos em Mariana/MG.

Fotos: Leonardo Merçon, Fernando Madeira e Herone Fernandes.

Disponível em https://www.facebook.com/ultimosrefugios/

 

Analisar as imagens e levantar os conhecimentos prévios sobre o assunto.

centro-mapa

 

Imagem disponível em: http://oglobo.globo.com/brasil/os-rios-que-carregam-esperanca-para-doce-18279789

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Mostrar aos alunos o relato do fotógrafo Leonardo Merçon, colaborador do Instituto Últimos Refúgios, após percorrer o Rio Doce do Espírito Santo até Minas Gerais:

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ATIVIDADE COM O GÊNERO TEXTUAL “NOTÍCIA”: Em grupos, analisar 5 notícias envolvendo o tema. Construir um clipping com as mais relevantes, preenchendo a tabela abaixo. O ideal é que, pela tabela, seja possível evidenciar um resumo do ocorrido, visualizar a ordem cronológica dos fatos, a “evolução” da tragédia ambiental que assolou o Rio Doce.

tabela1

 

4- Intervindo

Assistir com a turma o vídeo da canção Cacimba de mágoa, composta por Gabriel, o Pensador e a banda de forró Falamansa, em parceria com o Instituto Últimos Refúgios e o Instituto O Canal.

Deixar que os alunos falem das impressões sobre a música.

Leitura do poema:

RÉQUIEM PARA O RIO DOCE
Adilson Vilaça

Desde a primeira manhã
Eu sou Watu, o Grande.

Ordenado por Kupan
A ser vida que se expande
Percorro longa sina anciã
Até onde sua voz comande.

Oferto meu afã ao Oceano.
Incansável: dia a dia, ano a ano.

Eu sou Watu, vítima do saque.
Primeiro roubaram-me o nome,
Tiraram-me a identidade Krenak.

Apenas água que se consome
Batizaram-me, então, de Doce.
Fosso para saciar sede e fome,
Como se mercadoria eu fosse.

Sou um rio sagrado. Dadivoso,
Abrigo lontra, ariranha, ave,
Território de cardume volumoso,
Lar de cágado, camarão, capivara,
De tanta forma de vida sutil, suave,
De tanta preciosa espécie rara.

Quem disse que sou esgoto da ganância?
Quem me obriga a doar extermínio em abundância?

Não basta ser o Rio Doce? Não basta somente
Ser a fossa da imundície de tanta gente?

Eu sou Watu, rio sagrado do povo Krenak.
Sou fonte de vida, mas como resistir a novo ataque?

De onde veio toda essa lama? Lama lama lama…
No leito, no redemoinho, no remanso, na pele, na alma: lama.

Lama que transbordou dos cofres da cobiça…
Canhões de lama, punhais de lama, napalms de lama…
Quem ordenou a chacina? Quem é o senhor de tanta carniça?

Lama lama lama… Quem é o dono de tanta lama?

O mesmo que antes devastou a sombra da margem?
O mesmo que tramou a seca da minha viagem?
O mesmo que maquinou a longa estiagem?

Lama lama lama… Como seu dono se chama?

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ATIVIDADES SOBRE O POEMA:

1- Elabore um glossário das expressões menos conhecidas.

2- Aponte elementos do texto que o caracterizam como poema.

3- A voz que fala na poesia chama-se “eu-lírico”. Sabendo disso, responda quem é o eu-lírico.

4- Verifique o significado da palavra “réquiem” e justifique o título do texto.

5- No decorrer do poema surgem questionamentos. Qual o propósito do autor ao inserir estas interrogações?

6- Enumere as duas principais intervenções negativas pelas quais o eu-lírico afirma ter passado.

7- Aponte duas expressões que qualificam o Rio e outras duas que o depreciam pelo seu estado atual, resultante de ações externas.

8- Com base em seus conhecimentos, responda à pergunta lançada no último verso do poema.

9- O poeta foi genial ao dar voz ao Rio Doce. Comente os efeitos que essa personificação do Rio em eu-lírico produz no leitor.

10- Relacione o poema com o primeiro texto estudado. Disserte sobre a dimensão em que o Rio Doce teve seus direitos violados.

11- Crie uma charge envolvendo o tema do texto.

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PRODUÇÃO FINAL:

Ouvir a “Carta escrita no ano de 2070”, texto de John Vask.

Após discutir sobre o vídeo, percebendo que a água é sim um recurso finito e deve ser usado de forma consciente e sustentável, pedir aos alunos que façam uma apresentação do texto. A encenação pode ser feita por meio de um jogral, musical, teatro de sombras…

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Fontes complementares:

http://observareabsorver.blogspot.com.br/2015/12/estivemos-ontem-na-area-indigena-dos.html

http://www2.ana.gov.br/Paginas/default.aspx

http://www.ultimosrefugios.org.br/

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Manifesto contra o Aedes aegypti – 9º ano

Assim como a maioria das instituições educacionais, a escola onde trabalho também está desenvolvendo um projeto interdisciplinar visando combater o mosquito Aedes aegypti.

Tenho estudado com os alunos diversos textos, explorando a interpretação, a análise de elementos linguísticos e extralinguísticos.

Veja alguns textos aqui:

https://portuguesetri.wordpress.com/2016/02/16/modo-imperativo-no-texto-instrucional-8o-ano/

https://portuguesetri.wordpress.com/2016/02/17/pronuncia-e-etimologia-aedes-aegypti/

Para não tornar as aulas maçantes, já que as demais disciplinas estão envolvidas, procurei um desfecho em que os alunos realmente se sentissem protagonistas de uma ação concreta, sendo agentes de uma conscientização.

Assim, pensei em propor a criação de um manifesto, seguido de uma manifestação na comunidade.

O manifesto é um gênero textual que visa ao exercício da cidadania, já que expõe o pensamento de um determinado grupo, sempre a favor da coletividade. Por se apresentar de modo mais formal, denota a seriedade do assunto em questão.

A ideia de materializar o escrito em uma manifestação ajuda a reforçar ainda mais o espírito de engajamento para uma possível erradicação do mosquito e dos problemas de saúde causados por ele.

O primeiro passo foi permitir aos alunos que se familiarizassem com o gênero manifesto.

Clique aqui para DOWNLOAD (PowerPoint)

Depois, a turma foi dividida em 4 grupos. Cada grupo deveria apresentar um texto, baseado em pesquisas e nos estudos já feitos em aula.

Com os textos prontos, o professor pode optar por duas maneiras de selecionar aquele que será o manifesto oficial da turma:

– organizar uma comissão julgadora (supervisão escolar, diretora, professores de Língua Portuguesa, líderes de outras turmas…) para julgar os textos e escolher apenas um;

– pedir que cada grupo leia o seu, e a partir disso formar um texto só, coletando os elementos que se sobressaíram em cada um.

Uma vez escolhido o texto, os grupos voltam a se reunir, agora para planejar a manifestação: faixas, frases de ordem, folders, convites aos membros do bairro.

Por fim, cada grupo deverá nomear um orador, que ajudará na leitura do manifesto. Junto, a turma traçará o itinerário da caminhada, e o ponto culminante onde será lido o texto.

Nossa manifestação ocorrerá no dia 11 de março.

Se gostou da sugestão, compartilhe! E se quiser complementá-la, não deixe de expor suas ideias nos comentários.

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Narração – 9º ano

Um rico empresário recebeu o bilhete abaixo, após o sequestro de seu filho.
Escreva uma narrativa relatando esse sequestro e seu desfecho.

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Instruções gerais:

1- Os três personagens descritos a seguir devem fazer parte da história.
Dorisgleison Silva: ex-investigador de polícia, com um morto em seu passado e nenhuma perspectiva de futuro.
Fátima Zoraide: dona de banca de jornal, viciada em bombons e vidente nas horas vagas.
P.C. Júnior: menino prodígio que, aos 12 anos, vale cada centavo do meio milhão de dólares exigido como resgate.

2- Sua narrativa deverá ser em primeira pessoa. O narrador deverá ser um dos três personagens descritos.

3- Se necessário, crie outros personagens.

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Pronúncia e etimologia – “Aedes aegypti”

A pronúncia do “Aedes aegypti”

O mosquito da dengue é um velho conhecido dos brasileiros, desde os tempos em que seu portifólio de doenças era restrito apenas à dengue e à febre amarela. Seu nome científico, contudo, gera algumas dúvidas tanto na grafia complicada quanto na pronúncia. A grafia correta é “Aedes aegypti” (com “A” maiúsculo no primeiro nome e “a” minúsculo no segundo, como determina a nomenclatura taxonômica). Quanto à pronúncia, sempre houve a preferência em se dizer /aédis/ /egípti/. Ocorre que, recentemente, a mídia tem preferido dizer /édis/ /egípti/. O que terá acontecido com o primeiro “a”?

Para explicar isso, é preciso ter em mente que a mídia está “tentando” falar corretamente ao buscar a pronúncia latina do nome, uma vez que os nomes científicos são formados em latim ou são latinizados. Assim, como em latim o grafema “æ (a+e) tradicionalmente se pronuncia “e” (aberto, como em “taenia solium”), passaram a pronunciar /édis/ da mesma forma como sempre fizeram com o /egípti/, só que, acredito eu, de maneira inadequada.

Mas qual é o problema? O erro é presumir que o nome “Aedes aegypti” seja inteiramente de origem latina. Ainda que se trate de um nome “latinizado”, não é inteiramente latino. Se fosse, não haveria problema em dizer-se /édis/ /egípti/.

O nome científico do mosquito tem uma parte latina, “aegypti”, que significa “do Egito” e se pronuncia mesmo /egípti/. Porém, a primeira parte dele não vem do latino “aedes” – que significaria “casa” –, mas sim deriva do grego “edus”, que significa “doce”, “agradável”.

Assim, a parte de origem grega, “Aedes”, significa “desagradável”, “odioso”, “nojento” e, diversamente do latim, tem o “a” pronunciado claramente – é até habitual marcar o “e” com um traço ou trema: Aëdes. Esse “a” do “Aedes” é um prefixo grego que dá ideia de negação – como acontece em “amoral”, “ateu” ou “afônico”. A pronúncia que destaca o “a” do “e” deixa clara essa negação. Se esse “a” não for pronunciado, o que seria “desagradável” passa a ser “agradável”, e tal adjetivo não pode ser aplicado a esse inseto. Da mesma forma, se quisermos nos ater ao latim, ao dizer /édis/, o mosquito deixa de ser o “odioso do Egito” e se transforma em algo como “casa do Egito”.

Se esses argumentos não são suficientes, podemos recorrer ao próprio latim para abonar a pronúncia /aédis/. É que, se no latim científico – baseado na pronúncia tradicional medieval – dizemos “e” para o grafema “ae”, o mesmo não ocorre com a pronúncia restaurada do latim clássico – o latim dos tempos de Cícero e Virgílio –, em que se pronuncia /aédis/.

Dessa forma, creio que a grande maioria da mídia tem sido infeliz ao fazer essa “correção”, pois me parece mais adequado pronunciar /aédis/ /egípti/, como todos faziam antes.

Disponível em: http://blogapendice.blogspot.com.br/2016/02/a-pronuncia-do-aedes-aegypti.html

 

 

Uncle_Tio-Sam

Modo Imperativo no texto instrucional – 8º ano

Descobrindo:

mosquito

Iniciar com a exploração oral sobre o assunto presente no texto, deixando que os alunos comentem seus saberes em relação às doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Prosseguir com a análise dos enunciados:

  • A quem o texto se dirige?
  • A expressão “esse problema” se refere a quê?
  • Qual é a intenção do texto?
  • O que as frases indicam?
  • Que formas verbais foram usadas para isso?
  • Os comandos são negativos ou afirmativos?

 

Conceituando:

As frases que constam na imagem indicam comandos, revelados por meio dos verbos no modo imperativo.

Esse modo é usado em português para dar conselhos, fazer pedidos, suplicar ou dar ordens. Sua conjugação, que obviamente exclui o eu, parte do presente do indicativo ou do subjuntivo, dividindo-se em duas formas distintas: afirmativa ou negativa.

No imperativo afirmativo, as formas da 2ª pessoa (do singular e do plural) originam-se do presente do indicativo sem o “s” final; as demais são as mesmas do presente do subjuntivo. O verbo ser, que é anômalo, excetua-se à essa regra.

No negativo, as formas de todas as pessoas coincidem com as formas do presente do subjuntivo, acrescentando-se a palavra não diante do verbo.

Perguntar à turma em quais outros tipos textuais aparece o modo imperativo (placas, receitas, manuais, bulas, etc).

No quadro, preencher a tabela do verbo COMPRAR, junto com os alunos:

tabela imperativo

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Atividades:

Observe o texto:

FOLDER 1

a) Identifique as formas do modo imperativo.

b) A quem elas se referem?

c) Passe todas as formas verbais imperativas para a 2ª pessoa do singular.

d) Crie um cartaz alertando sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti. Use frases imperativas e inclua uma ilustração. Seja criativo: os melhores serão destacados em alguns pontos da escola ou do bairro.

SAIBA MAIS…

Confira a etimologia e pronúncia correta do termo Aedes aegypti:

https://portuguesetri.wordpress.com/2016/02/17/pronuncia-e-etimologia-aedes-aegypti/

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8 de março: Dia Internacional da Mulher

Vários textos com atividades que podem se estender por até 20h/a. As sugestões são mais indicadas para 8º e 9º ano.

TEXTO 1

Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?
Paula Nadal

dia mulher

Funcionárias do Instituto de Resseguros do Brasil, primeira empresa no país a ter uma creche para filhos das funcionárias. Foto: Divulgação.

As histórias que remetem à criação do Dia Internacional da Mulher alimentam o imaginário de que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Sem dúvida, o incidente ocorrido em 25 de março daquele ano marcou a trajetória das lutas feministas, mas os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Desde o final do século 19, organizações femininas oriundas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. As jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os salários medíocres introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves para reivindicar melhores condições de trabalho e o fim do trabalho infantil, comum nas fábricas durante o período.

O primeiro Dia Nacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos, quando cerca de 1500 mulheres aderiram a uma manifestação em prol da igualdade econômica e política no país. No ano seguinte, o Partido Socialista dos EUA oficializou a data como sendo 28 de fevereiro, com um protesto que reuniu mais de 3 mil pessoas no centro de Nova York e culminou, em novembro de 1909, em uma longa greve têxtil que fechou quase 500 fábricas americanas.

Somente em 1945, a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo, em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher, e em 1977 o “8 de março” foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas.

“O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”, explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília.

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

Adaptado de: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/8-marco-dia-internacional-mulher-genero-feminismo-537057.shtml

QUESTÕES:

1- A finalidade do texto é:
a) informar
b) satirizar
c) argumentar
d) emocionar
e) criticar

2- Acerca do Dia Internacional da Mulher é incorreto afirmar que:
a) O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em maio de 1908 nos Estados Unidos.
b) A data só foi reconhecida oficialmente em 1977 pelas Nações Unidas.
c) Apesar de muitos considerarem como marco o incêndio ocorrido em 25 de março de 1911 numa fábrica em Nova York, as origens do Dia Internacional da Mulher são anteriores a esse episódio.
d) Essa conquista é decorrência de uma sucessão de lutas ocorridas desde o final do século 19, sobretudo as reivindicações por melhores condições de trabalho, qualidade de vida e pela igualdade econômica e política.
e) O 8 de março serve para mobilizar a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências ainda existentes contra as mulheres.

3- Para garantir a credibilidade do texto, a autora se valeu de vários artifícios, exceto:
a) inserção de fatos históricos
b) citação direta de uma autoridade no assunto
c) referência a órgãos internacionais
d) opiniões pessoais e dados estatísticos
e) recurso imagético

4- Em relação ao Brasil, o movimento em prol dos direitos da mulher ganhou força com:
a) a luta pelo direito ao voto feminino.
b) o incêndio na fábrica têxtil.
c) a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina.
d) a criação da Delegacia Especializada da Mulher.
e) a promulgação da lei Maria da Penha.

5- Construa uma resposta consistente à pergunta lançada como título do texto. Tome por base a leitura realizada e inclua sua opinião.

 

TRABALHO EM GRUPO:

Qual o papel da mulher na sociedade brasileira?

Dividir a turma em grupos. Cada grupo pesquisará um dos seguintes itens, que serão sorteados. A pesquisa será apresentada oralmente, e deverá contar um recurso audiovisual. Para cada assunto, trazer a biografia de uma mulher que foi destaque.

Conquistas das mulheres brasileiras:

– Mulher no esporte
– Mulher na cultura (Música)
– Mulher na cultura (Educação)
– Mulher na cultura (Literatura)
– Mulher na cultura (Arte)
– Lei Maria da Penha
– A mulher e o mercado de trabalho
– Evolução da moda feminina
– Direito ao voto e à carreira política

 

TEXTO 2

Entrevista com Martha Medeiros

Martha Mattos de Medeiros – ou simplesmente Martha Medeiros, como assina seus textos – é uma escritora cheia de sensibilidade e dona de estilo muito próprio. Nascida em Porto Alegre, ganhou reconhecimento graças à capacidade única de interpretar a alma feminina. Por tudo isso, foi uma das convidadas especiais do blog na série de entrevistas que assinalam a Semana da Mulher JB. Confira:

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Blog JB – Como se tornou escritora?
Martha Medeiros – Comecei publicando poemas. Anos depois surgiu a oportunidade de escrever crônicas para jornal e só recentemente me aventurei na ficção. Foi tudo aos pouquinhos, um degrau após o outro.

Blog JB – Como gosta de se vestir?
MM – De forma casual. Mas fico atenta às matérias-primas e aos acessórios.

Blog JB – Modelo de sapato de sua preferência:
MM – No inverno, uso botas no dia a dia e scarpin em eventos mais sofisticados.

Blog JB – Salto alto ou rasteirinha?
MM – Na verdade, prefiro um salto médio. Assim invisto no conforto e ao mesmo tempo mantenho uma certa postura.

Blog JB – Prato preferido:
MM – Risoto de camarão.

Blog JB – Um livro:
MM – Longamente, do francês Erik Orsenna.

Blog JB – Uma mulher que você admira e por quê:
MM – A escritora e dramaturga Maria Adelaide Amaral. É uma mulher madura, bem-humorada e extremamente talentosa. Domina a arte de escrever sobre as relações humanas de forma despretensiosa e muito verdadeira.

Blog JB – Um segredo de beleza:
MM – Manter os cabelos bem tratados e não exagerar na maquiagem.

Blog JB – Para você, o que é sucesso?
MM – É sentir-se plenamente satisfeito com o que faz, independentemente de atuar numa esfera pública ou privada. E essa satisfação precisa se traduzir na vida pessoal.

Blog JB – E o que é ser elegante?
MM – É desprezar tudo o que é over, exagerado. Vale não só pra moda, mas principalmente para as atitudes.

Blog JB – O que você ama fazer?
MM – Viajar.

Disponível em: http://jorgebischoff.com.br/blog/semana-da-mulher-jb-martha-medeiros/

 

LEITURA DE CRÔNICAS:

Distribuir livros de crônicas de Martha Medeiros ou exemplares do jornal Zero Hora, em que a escritora é colunista, para que os alunos leiam.

 

TRABALHO INDIVIDUAL:

Entrevistar uma mulher da comunidade. Elaborar as perguntas e mostrar antes à professora.

Tópicos para elaboração das questões:

– Nome, idade e ocupação
– Importância do Dia Internacional da Mulher
– Qualidade de vida
– Igualdade de gêneros
– Realização pessoal/profissional
– Sonhos
– Ídolos

 

TEXTO 3

Dados nacionais sobre violência contra as mulheres

Apesar de ser um crime e grave violação de direitos humanos, a violência contra as mulheres segue vitimando milhares de brasileiras reiteradamente: 38,72% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 33,86%, a agressão é semanal. Esses dados foram divulgados no Balanço dos atendimentos realizados de janeiro a outubro de 2015 pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.

Dos relatos de violência registrados na Central de Atendimento nos dez primeiros meses de 2015, 85,85% corresponderam a situações de violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Em 67,36% dos relatos, as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas tinham ou já tiveram algum vínculo afetivo: companheiros, cônjuges, namorados ou amantes, ex-companheiros, ex-cônjuges, ex-namorados ou ex-amantes das vítimas. Já em cerca de 27% dos casos, o agressor era um familiar, amigo, vizinho ou conhecido.

Nos dez primeiros meses de 2015, do total de 63.090 denúncias de violência contra a mulher, 31.432 corresponderam a denúncias de violência física (49,82%), 19.182 de violência psicológica (30,40%), 4.627 de violência moral (7,33%), 1.382 de violência patrimonial (2,19%), 3.064 de violência sexual (4,86%), 3.071 de cárcere privado (4,87%) e 332 envolvendo tráfico (0,53%).

Os atendimentos registrados pelo Ligue 180 revelaram que 77,83% das vítimas possuem filhos (as) e que 80,42% desses (as) filhos(as) presenciaram ou sofreram a violência.

Disponível em: http://www.spm.gov.br/central-de-conteudos/publicacoes/publicacoes/2015/balanco180-10meses-1.pdf

TEXTO 4

Gráfico_Violência_Mulher_2015.jpg

 

TEXTO 5

Relato:

Mariana Miguel Avelino – 25 anos – assistente social

Em abril de 2010, por volta das 6h30 da manhã, sofri uma tentativa de estupro. Eu caminhava até o ponto de ônibus. Do outro lado da calçada, passou um homem me olhando. Falei “bom-dia”, ele não respondeu. Continuei caminhando até sentir um pingo de chuva. Resolvi voltar. Aquele mesmo homem estava novamente no caminho, dessa vez com um capuz na cabeça e a mão no bolso. Quando nos cruzamos, ele me segurou pelo braço, colocou uma garrafa quebrada na minha cintura e disse: “Não quero sua bolsa. Vem comigo, se gritar eu te mato”. Quando percebi que ele me levava para um matagal, comecei a gritar por socorro. Ele só mandava eu calar a boca, aproximava seu corpo do meu, pressionava cada vez mais minha cintura, braço, pescoço e me ameaçava de morte. Desprendi-me dele e saí correndo. Ele me pegou novamente pelo braço, me apertou muito, dizendo que me mataria. Depois de muitos tapas e puxões, consegui me livrar e chegar em casa. Me sentia suja, invadida. Depois, identifiquei o agressor. Fiz um boletim de ocorrência. Talvez por estar acompanhada por meu pai, todos me respeitaram na delegacia. Nunca esquecerei minha primeira consulta com uma psicóloga. Fui vestida com uma calça legging e uma blusa roxa caída no ombro. Depois de contar o ocorrido, ela me perguntou: “Mas você estava vestida assim?”. Me senti culpada. Raspei meu cabelo, achando que poderia ficar feia e chamar menos a atenção. No fim, me senti mais bonita de cabelo raspado. Forte e pronta para a luta.

 Disponível em: http://agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/revista-epoca-aborda-violencia-contra-mulher/

QUESTÕES:

1- Além do 8 de março, há outra data importante: 25 de novembro, instituído como o Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher. Por que é necessário existir uma data para isso?
2- Quais os dois tipos de violência que são mais praticados contra a mulher?
3- Como é possível mudar a realidade da violência?
4- Que atitude as mulheres devem tomar para se defender da violência?
5- Em sua opinião, o comportamento feminino, como a maneira de se vestir, por exemplo, influencia nas tentativas de estupro?

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CONVERSA SOBRE IGUALDADE DE GÊNEROS:

Distribuir aleatoriamente papéis com as seguintes frases populares:

Do homem a praça, da mulher a casa!
Entre marido e mulher não se mete a colher!
Com mulher de bigode nem o diabo pode!
Mulher no volante, perigo constante!
Homem velho e mulher nova: ou corno ou cova!

Outras “máximas” que provocam rivalidade entre os gêneros:

Homem não chora…
Cor rosa é para mulher e azul para homem.

Quem recebe é chamado para ler e opinar. Os ouvintes podem complementar.

Enfim, a questão geral é: Como lidar com tantas rotulações que acabam definindo de modo preconceituoso os valores de uma mulher e de um homem, sendo levados à opinião pública?

 

TRABALHO EM GRUPO:

Em grupos, produzir um teatro relacionado ao tema.

 

REDAÇÃO:

Violência_contra_Mulher

A partir da leitura dos textos e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da Língua Portuguesa sobre o tema: Violência contra a mulher.