De olho nas profissões (9º ano)

Olá, colegas!

Hoje vou compartilhar com vocês um dos projetos desenvolvidos em 2016 na minha escola, com o tema PROFISSÕES. A proposta era interdisciplinar, por isso vou me ater mais na parte da nossa disciplina, dando uma visão breve do todo. Como sempre, tive liberdade para criar meu planejamento e colocá-lo em prática, e decidi partir de um gancho com a disciplina de História: as profissões antigas.

Essa parte foi trazida mais a título de curiosidade, e serviu também para dar asas à imaginação da galera. Já a parte das profissões atuais foi interdisciplinar e por isso não a expus detalhadamente aqui, pela sua extensão. Teve por objetivo nortear o educando, dando-lhe uma visão global da possível carreira que pretende seguir.

Lembrando que essa pincelada sobre o mercado de trabalho é essencial! Trazê-la ao 9º ano não é cedo demais, como alguns poderiam pensar. A maioria dos alunos já está com muitas dúvidas, e o Ensino Médio abre um leque de possibilidades como cursos técnicos, estágios.

Então, segue o baile…

PARTE 1: PROFISSÕES ANTIGAS

A turma é dividida em grupos, e para cada grupo são sorteadas algumas profissões antigas. A primeira tarefa é pesquisar, descobrir as atribuições destes profissionais e sua importância para a época, saber se este trabalho acabou sendo extinto ou aperfeiçoado para os dias de hoje. O próximo passo é elaborar uma crônica, em tom humorístico, encaixando os personagens que desempenham as ocupações pesquisadas. Os textos devem ser feitos em sala, com todos os membros do grupo interagindo. A professora analisa e corrige as redações, e a proposta seguinte é dar a elas uma nova versão, em vídeo.

Os alunos devem se organizar para respeitar o prazo de entrega (duas semanas). As crônicas serão exibidas no evento de culminância do projeto.

 Profissões sugeridas para o sorteio:

  1. Entregador de leite
  2. Operador de telefonia
  3. Acendedor de lampiões
  4. Despertador humano
  5. Cortador de gelo
  6. Caçadores de ratos
  7. Datilógrafo
  8. Cocheiro
  9. Telegrafista
  10. Pianista de Cinema
  11. Carpideira
  12. Caixeiro-viajante
  13. Lambe-lambe
  14. Caçador de escravos
  15. Parteira

É muito importante que se tragam curiosidades, caso elas não sejam reveladas no momento da pesquisa entre os grupos:

– Ainda existe lambe-lambe? E carpideira?

– A parteira seria a doula atualmente?

– O caixeiro viajante pode ser comparado a uma revendedora Avon? Um representante de vendas?

– Por que foi necessário em determinada época instituir a profissão “caçador de ratos”?

RESULTADO FINAL DA PARTE 1:

Este é um dos vídeos que minha turma de 9º ano produziu. O grupo representou o lambe-lambe, o despertador humano, o acendedor de lampiões e o entregador de leite.

As obras foram apresentadas durante a palestra do convidado Adão Cleiton Leal, um profissional polivalente (advogado, professor, supervisor…) que falou sobre suas escolhas, os desafios de cada trabalho, e ainda criou links com o conteúdo dos vídeos, gerando debates muito proveitosos. Nesse, por exemplo, foi possível falar sobre a corrupção que, infelizmente, pode ocorrer em algumas profissões.

PARTE 2: PROFISSÕES ATUAIS

Algumas sugestões de atividades:

– Pesquisa sobre cursos superiores:

  • Como é o curso: tempo de curso; disciplinas etc.?
  • Qual o perfil deste profissional?
  • Quais suas possíveis atuações no mercado de trabalho?

Sugestões de sites para a realização da pesquisa:

http://guiadoestudante.abril.com.br/home/

http://www.guiadasprofissoes.com.br/

http://www.vestibular.brasilescola.com/guia-de-profissoes/

http://www.escolhasuaprofissao.com.br/index.jsp

 

– Entrevistar um profissional que já atua na área (elaborar um modelo de entrevista)

 – Realizar a FEIRA DAS PROFISSÕES: 

Em duplas ou trios (formados de acordo com a afinidade pela profissão), mostrar:

  • A profissão: nome, curso, duração, matérias mais importantes ao longo do curso.
  • As possíveis atuações no mercado de trabalho.
  • Utilizar um recurso visual (banner, painel…).
  • Podem estar caracterizados conforme a profissão que irão explanar.
banner

Exemplo de banner

Antes de iniciar a visitação aos estandes, deve ser feita a abertura da feira, seguida pela palestra do convidado e exibição dos vídeos produzidos nas aulas de Língua Portuguesa. Convidados, direção e supervisores avaliam os trabalhos.

aval

Roteiro de avaliação

ATIVIDADES FINAIS

– Debate:

  • Direitos trabalhistas
  • Emprego x subemprego
  • Trabalho escravo
  • Trabalho infantil

 – Profissões do futuro

– Realização de teste vocacional

– Produção textual:

  • Texto argumentativo sobre o assunto “O momento da escolha da profissão”
  • Elaboração de currículo
  • Elaboração de carta de apresentação
Anúncios

22 de março: Dia Mundial da Água

Professor, o tema foi delimitado. Enfocou-se o desastre ambiental que atingiu o Rio Doce. Passados quatro meses da tragédia, o clima para este Dia da Água é de luto!

É fundamental que as aulas sejam complementadas com estudos inerentes à localidade onde o aluno vive. Pesquisar sobre a fonte que abastece a cidade, fazer um estudo de campo, registrando por meio de fotos ou depoimentos se há poluição…

Elaborei o material pensando em minhas turmas de 8º e 9º anos. Mas as ideias podem servir também para o 1º ano do Ensino Médio.

Certamente, temos de nos preparar e ficar cientes sobre o assunto. Eu pedi socorro à colega bióloga Cristina, que ajudou muito com a indicação de sites e disponibilizou materiais. Muito obrigada, Cris!

Então, vamos lá:

a

1- Descobrindo

Mostrar aos alunos o texto abaixo:

Em 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o Dia Mundial da Água, publicando um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”.

Declaração Universal dos Direitos da Água

1- A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2- A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3- Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

4- O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

5- A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

6- A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7- A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8- A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

9- A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

10- O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

(Histoire de L´Eau, Georges Ifrah, Paris, 1992)

 h

2- Contextualizando

Apresentar à turma a música Planeta Água, de Guilherme Arantes.

A partir desta canção, podem-se relembrar inúmeros dados científicos: ciclo da água, estados da água, volume de água do Planeta, curso…

Seria ótimo se você fizesse uma parceria interdisciplinar, com os professores de Ciências, Artes, etc. Explorando oralmente a letra, podemos reforçar os saberes dos alunos.

Planeta Água
Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho
E deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d’água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho
E deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

Alguns exemplos de questões:

“Planeta Água”

– Por que a música recebeu este título?

“Águas escuras dos rios/Que levam a fertilidade ao sertão”

– Como é a distribuição da água em nosso país?

“Água que o sol evapora/ Pro céu vai embora/ Virar nuvens de algodão”

– Alguém pode explicar quais os estados da água?

“Onde Iara, a mãe d’água”

– Iara é um personagem do folclore nacional. O que já ouviram falar dela?

“Alegre arco-íris sobre a plantação”

– O arco-íris é um fenômeno óptico. Alguém sabe como ele acontece?

“São as mesmas águas que encharcam o chão/ E sempre voltam humildes/ Pro fundo da terra”

– Vocês sabem como funciona o ciclo da água?

“Águas que banham aldeias/E matam a sede da população”

– O corpo humano depende da água. Vocês podem citar que funções ela tem no organismo?

“Terra! Planeta Água”

– O que vocês sabem a respeito do volume de água no Planeta?

 a

ATIVIDADE: Propor aos alunos a confecção individual de cartazes com ilustrações e frases criativas sobre a importância da água, sua preservação e consumo consciente. Os textos poderão ser fixados na escola.

a

3- Problematizando

Mostrar aos alunos imagens do desastre ambiental provocado pelo rompimento das barragens de rejeitos em Mariana/MG.

Fotos: Leonardo Merçon, Fernando Madeira e Herone Fernandes.

Disponível em https://www.facebook.com/ultimosrefugios/

 

Analisar as imagens e levantar os conhecimentos prévios sobre o assunto.

centro-mapa

 

Imagem disponível em: http://oglobo.globo.com/brasil/os-rios-que-carregam-esperanca-para-doce-18279789

a

Mostrar aos alunos o relato do fotógrafo Leonardo Merçon, colaborador do Instituto Últimos Refúgios, após percorrer o Rio Doce do Espírito Santo até Minas Gerais:

a

ATIVIDADE COM O GÊNERO TEXTUAL “NOTÍCIA”: Em grupos, analisar 5 notícias envolvendo o tema. Construir um clipping com as mais relevantes, preenchendo a tabela abaixo. O ideal é que, pela tabela, seja possível evidenciar um resumo do ocorrido, visualizar a ordem cronológica dos fatos, a “evolução” da tragédia ambiental que assolou o Rio Doce.

tabela1

 

4- Intervindo

Assistir com a turma o vídeo da canção Cacimba de mágoa, composta por Gabriel, o Pensador e a banda de forró Falamansa, em parceria com o Instituto Últimos Refúgios e o Instituto O Canal.

Deixar que os alunos falem das impressões sobre a música.

Leitura do poema:

RÉQUIEM PARA O RIO DOCE
Adilson Vilaça

Desde a primeira manhã
Eu sou Watu, o Grande.

Ordenado por Kupan
A ser vida que se expande
Percorro longa sina anciã
Até onde sua voz comande.

Oferto meu afã ao Oceano.
Incansável: dia a dia, ano a ano.

Eu sou Watu, vítima do saque.
Primeiro roubaram-me o nome,
Tiraram-me a identidade Krenak.

Apenas água que se consome
Batizaram-me, então, de Doce.
Fosso para saciar sede e fome,
Como se mercadoria eu fosse.

Sou um rio sagrado. Dadivoso,
Abrigo lontra, ariranha, ave,
Território de cardume volumoso,
Lar de cágado, camarão, capivara,
De tanta forma de vida sutil, suave,
De tanta preciosa espécie rara.

Quem disse que sou esgoto da ganância?
Quem me obriga a doar extermínio em abundância?

Não basta ser o Rio Doce? Não basta somente
Ser a fossa da imundície de tanta gente?

Eu sou Watu, rio sagrado do povo Krenak.
Sou fonte de vida, mas como resistir a novo ataque?

De onde veio toda essa lama? Lama lama lama…
No leito, no redemoinho, no remanso, na pele, na alma: lama.

Lama que transbordou dos cofres da cobiça…
Canhões de lama, punhais de lama, napalms de lama…
Quem ordenou a chacina? Quem é o senhor de tanta carniça?

Lama lama lama… Quem é o dono de tanta lama?

O mesmo que antes devastou a sombra da margem?
O mesmo que tramou a seca da minha viagem?
O mesmo que maquinou a longa estiagem?

Lama lama lama… Como seu dono se chama?

a

ATIVIDADES SOBRE O POEMA:

1- Elabore um glossário das expressões menos conhecidas.

2- Aponte elementos do texto que o caracterizam como poema.

3- A voz que fala na poesia chama-se “eu-lírico”. Sabendo disso, responda quem é o eu-lírico.

4- Verifique o significado da palavra “réquiem” e justifique o título do texto.

5- No decorrer do poema surgem questionamentos. Qual o propósito do autor ao inserir estas interrogações?

6- Enumere as duas principais intervenções negativas pelas quais o eu-lírico afirma ter passado.

7- Aponte duas expressões que qualificam o Rio e outras duas que o depreciam pelo seu estado atual, resultante de ações externas.

8- Com base em seus conhecimentos, responda à pergunta lançada no último verso do poema.

9- O poeta foi genial ao dar voz ao Rio Doce. Comente os efeitos que essa personificação do Rio em eu-lírico produz no leitor.

10- Relacione o poema com o primeiro texto estudado. Disserte sobre a dimensão em que o Rio Doce teve seus direitos violados.

11- Crie uma charge envolvendo o tema do texto.

a

PRODUÇÃO FINAL:

Ouvir a “Carta escrita no ano de 2070”, texto de John Vask.

Após discutir sobre o vídeo, percebendo que a água é sim um recurso finito e deve ser usado de forma consciente e sustentável, pedir aos alunos que façam uma apresentação do texto. A encenação pode ser feita por meio de um jogral, musical, teatro de sombras…

a

Fontes complementares:

http://observareabsorver.blogspot.com.br/2015/12/estivemos-ontem-na-area-indigena-dos.html

http://www2.ana.gov.br/Paginas/default.aspx

http://www.ultimosrefugios.org.br/

Manifesto contra o Aedes aegypti – 9º ano

Assim como a maioria das instituições educacionais, a escola onde trabalho também está desenvolvendo um projeto interdisciplinar visando combater o mosquito Aedes aegypti.

Tenho estudado com os alunos diversos textos, explorando a interpretação, a análise de elementos linguísticos e extralinguísticos.

Veja alguns textos aqui:

https://portuguesetri.wordpress.com/2016/02/16/modo-imperativo-no-texto-instrucional-8o-ano/

https://portuguesetri.wordpress.com/2016/02/17/pronuncia-e-etimologia-aedes-aegypti/

Para não tornar as aulas maçantes, já que as demais disciplinas estão envolvidas, procurei um desfecho em que os alunos realmente se sentissem protagonistas de uma ação concreta, sendo agentes de uma conscientização.

Assim, pensei em propor a criação de um manifesto, seguido de uma manifestação na comunidade.

O manifesto é um gênero textual que visa ao exercício da cidadania, já que expõe o pensamento de um determinado grupo, sempre a favor da coletividade. Por se apresentar de modo mais formal, denota a seriedade do assunto em questão.

A ideia de materializar o escrito em uma manifestação ajuda a reforçar ainda mais o espírito de engajamento para uma possível erradicação do mosquito e dos problemas de saúde causados por ele.

O primeiro passo foi permitir aos alunos que se familiarizassem com o gênero manifesto.

Clique aqui para DOWNLOAD (PowerPoint)

Depois, a turma foi dividida em 4 grupos. Cada grupo deveria apresentar um texto, baseado em pesquisas e nos estudos já feitos em aula.

Com os textos prontos, o professor pode optar por duas maneiras de selecionar aquele que será o manifesto oficial da turma:

– organizar uma comissão julgadora (supervisão escolar, diretora, professores de Língua Portuguesa, líderes de outras turmas…) para julgar os textos e escolher apenas um;

– pedir que cada grupo leia o seu, e a partir disso formar um texto só, coletando os elementos que se sobressaíram em cada um.

Uma vez escolhido o texto, os grupos voltam a se reunir, agora para planejar a manifestação: faixas, frases de ordem, folders, convites aos membros do bairro.

Por fim, cada grupo deverá nomear um orador, que ajudará na leitura do manifesto. Junto, a turma traçará o itinerário da caminhada, e o ponto culminante onde será lido o texto.

Nossa manifestação ocorrerá no dia 11 de março.

Se gostou da sugestão, compartilhe! E se quiser complementá-la, não deixe de expor suas ideias nos comentários.

AEDES2

Narração – 9º ano

Um rico empresário recebeu o bilhete abaixo, após o sequestro de seu filho.
Escreva uma narrativa relatando esse sequestro e seu desfecho.

Narração104.jpg

Instruções gerais:

1- Os três personagens descritos a seguir devem fazer parte da história.
Dorisgleison Silva: ex-investigador de polícia, com um morto em seu passado e nenhuma perspectiva de futuro.
Fátima Zoraide: dona de banca de jornal, viciada em bombons e vidente nas horas vagas.
P.C. Júnior: menino prodígio que, aos 12 anos, vale cada centavo do meio milhão de dólares exigido como resgate.

2- Sua narrativa deverá ser em primeira pessoa. O narrador deverá ser um dos três personagens descritos.

3- Se necessário, crie outros personagens.

Pronúncia e etimologia – “Aedes aegypti”

A pronúncia do “Aedes aegypti”

O mosquito da dengue é um velho conhecido dos brasileiros, desde os tempos em que seu portifólio de doenças era restrito apenas à dengue e à febre amarela. Seu nome científico, contudo, gera algumas dúvidas tanto na grafia complicada quanto na pronúncia. A grafia correta é “Aedes aegypti” (com “A” maiúsculo no primeiro nome e “a” minúsculo no segundo, como determina a nomenclatura taxonômica). Quanto à pronúncia, sempre houve a preferência em se dizer /aédis/ /egípti/. Ocorre que, recentemente, a mídia tem preferido dizer /édis/ /egípti/. O que terá acontecido com o primeiro “a”?

Para explicar isso, é preciso ter em mente que a mídia está “tentando” falar corretamente ao buscar a pronúncia latina do nome, uma vez que os nomes científicos são formados em latim ou são latinizados. Assim, como em latim o grafema “æ (a+e) tradicionalmente se pronuncia “e” (aberto, como em “taenia solium”), passaram a pronunciar /édis/ da mesma forma como sempre fizeram com o /egípti/, só que, acredito eu, de maneira inadequada.

Mas qual é o problema? O erro é presumir que o nome “Aedes aegypti” seja inteiramente de origem latina. Ainda que se trate de um nome “latinizado”, não é inteiramente latino. Se fosse, não haveria problema em dizer-se /édis/ /egípti/.

O nome científico do mosquito tem uma parte latina, “aegypti”, que significa “do Egito” e se pronuncia mesmo /egípti/. Porém, a primeira parte dele não vem do latino “aedes” – que significaria “casa” –, mas sim deriva do grego “edus”, que significa “doce”, “agradável”.

Assim, a parte de origem grega, “Aedes”, significa “desagradável”, “odioso”, “nojento” e, diversamente do latim, tem o “a” pronunciado claramente – é até habitual marcar o “e” com um traço ou trema: Aëdes. Esse “a” do “Aedes” é um prefixo grego que dá ideia de negação – como acontece em “amoral”, “ateu” ou “afônico”. A pronúncia que destaca o “a” do “e” deixa clara essa negação. Se esse “a” não for pronunciado, o que seria “desagradável” passa a ser “agradável”, e tal adjetivo não pode ser aplicado a esse inseto. Da mesma forma, se quisermos nos ater ao latim, ao dizer /édis/, o mosquito deixa de ser o “odioso do Egito” e se transforma em algo como “casa do Egito”.

Se esses argumentos não são suficientes, podemos recorrer ao próprio latim para abonar a pronúncia /aédis/. É que, se no latim científico – baseado na pronúncia tradicional medieval – dizemos “e” para o grafema “ae”, o mesmo não ocorre com a pronúncia restaurada do latim clássico – o latim dos tempos de Cícero e Virgílio –, em que se pronuncia /aédis/.

Dessa forma, creio que a grande maioria da mídia tem sido infeliz ao fazer essa “correção”, pois me parece mais adequado pronunciar /aédis/ /egípti/, como todos faziam antes.

Disponível em: http://blogapendice.blogspot.com.br/2016/02/a-pronuncia-do-aedes-aegypti.html

 

 

Modo Imperativo no texto instrucional – 8º ano

Descobrindo:

mosquito

Iniciar com a exploração oral sobre o assunto presente no texto, deixando que os alunos comentem seus saberes em relação às doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Prosseguir com a análise dos enunciados:

  • A quem o texto se dirige?
  • A expressão “esse problema” se refere a quê?
  • Qual é a intenção do texto?
  • O que as frases indicam?
  • Que formas verbais foram usadas para isso?
  • Os comandos são negativos ou afirmativos?

 

Conceituando:

As frases que constam na imagem indicam comandos, revelados por meio dos verbos no modo imperativo.

Esse modo é usado em português para dar conselhos, fazer pedidos, suplicar ou dar ordens. Sua conjugação, que obviamente exclui o eu, parte do presente do indicativo ou do subjuntivo, dividindo-se em duas formas distintas: afirmativa ou negativa.

No imperativo afirmativo, as formas da 2ª pessoa (do singular e do plural) originam-se do presente do indicativo sem o “s” final; as demais são as mesmas do presente do subjuntivo. O verbo ser, que é anômalo, excetua-se à essa regra.

No negativo, as formas de todas as pessoas coincidem com as formas do presente do subjuntivo, acrescentando-se a palavra não diante do verbo.

Perguntar à turma em quais outros tipos textuais aparece o modo imperativo (placas, receitas, manuais, bulas, etc).

No quadro, preencher a tabela do verbo COMPRAR, junto com os alunos:

tabela imperativo

 –

Atividades:

Observe o texto:

FOLDER 1

a) Identifique as formas do modo imperativo.

b) A quem elas se referem?

c) Passe todas as formas verbais imperativas para a 2ª pessoa do singular.

d) Crie um cartaz alertando sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti. Use frases imperativas e inclua uma ilustração. Seja criativo: os melhores serão destacados em alguns pontos da escola ou do bairro.

SAIBA MAIS…

Confira a etimologia e pronúncia correta do termo Aedes aegypti:

https://portuguesetri.wordpress.com/2016/02/17/pronuncia-e-etimologia-aedes-aegypti/